🚨🚒 Será que é possível Fazer Derivações (Ramais) no Laço de um Sistema de Alarme Endereçável?🔥🔥🔥
Introdução
Uma dúvida comum entre projetistas e instaladores de sistemas de incêndio é se é possível criar derivações no laço principal de uma central endereçável (CIE). A resposta é sim, desde que o projeto respeite rigorosamente as especificações do fabricante e os requisitos da ABNT NBR 17240.
Este artigo aborda os critérios técnicos, as limitações e as boas práticas para a execução segura desses desvios.
O Que é um Desvio (Ramal) no Laço?
Na prática, um desvio consiste em:
· Sair do trajeto principal do laço para atender um ou mais detectores ou módulos.
· Retornar com o cabo pela mesma tubulação até o ponto onde o desvio começou.
· Continuar o laço para atender os demais dispositivos.
Esta configuração é conhecida como ramal do laço e é aceita em diversos sistemas, desde que algumas premissas sejam atendidas.
Requisitos Técnicos e Normativos
Para que a derivação seja viável, é fundamental observar:
1. Permissão do Fabricante: Esta é a regra de ouro. Alguns fabricantes não permitem derivações em "T" (T-tap), exigindo que todos os dispositivos sejam ligados em sequência no laço. Outros, como a Intelbras, possuem documentos específicos orientando como realizar essas conexões. Consulte sempre o manual da central utilizada.
2. Limites Elétricos e de Comunicação:
· O comprimento total do laço e a resistência dos cabos devem permanecer dentro dos limites especificados pelo fabricante.
· A queda de tensão e a integridade da comunicação não podem ser prejudicadas. A NBR 17240 estabelece que a máxima queda de tensão admissível para os circuitos de detecção é de 5%.
· Recomenda-se aumentar a seção do cabeamento para 1 mm² ou mais em cenários com mais de 500 metros, respeitando os limites de perda de tensão.
3. Conformidade com a ABNT NBR 17240: O projeto deve atender integralmente à norma, que trata dos sistemas de detecção e alarme de incêndio. Para sistemas endereçáveis, o limite de dispositivos em um mesmo circuito é dado pelo fabricante, mas deve-se prever a instalação de módulos isoladores para separar os dispositivos em zonas.
Boas Práticas para Instalação com Derivações
· Limite de Dispositivos: Em cenários com derivação, recomenda-se instalar no máximo 20 dispositivos por derivação.
· Integridade do Aterramento: Mantenha a integridade da malha de aterramento do cabo. Caso seja rompida, será necessário fazer uma reconexão.
· Topologia Classe A: Em algumas topologias (Classe A/laço fechado), a NBR 17240 define que os condutores saem da central, percorrem todos os dispositivos e retornam, garantindo redundância.
Conclusão
A derivação em "T" é uma solução viável e prática para otimizar a instalação de sistemas endereçáveis, mas exige atenção redobrada aos detalhes. A chave para o sucesso está em consultar o manual do fabricante e seguir as diretrizes da NBR 17240, garantindo a eficácia e a confiabilidade do sistema de alarme contra incêndio.
Alex Fersan é engenheiro de segurança do trabalho e especialista em análises de risco.
Decreto nº 42/2018 (COSCIP) – Resumo e Principais Pontos
ELABORAÇÃO EM: 04 de Julho de 2026.
Whatsapp:
Celular: +55(21)9.8914-6287
fersan.engenharia@gmail.com.br
